Bio

Tirei uma licenciatura com a qual não me identificava. Ainda assim, construí aquilo a que se chama uma ‘carreira’. No entanto, o desconforto que sentia era superior ao consolo do bom salário, sempre a horas, ao final do mês. Optei por mudar de vida. Posso dizer que renasci profissionalmente duas vezes, estando agora a caminho de uma terceira. Desse processo fizeram parte os medos, as inseguranças e a perda de algumas coisas importantes, também. Mas acima de tudo conquistei a minha realização profissional e pessoal. Olhando para trás, não tenho quaisquer dúvidas: voltaria a fazer tudo da mesma maneira.

Descobri muito cedo aquilo de que gostava. Na altura, sendo eu muito miúda, não conhecia o termo Psicologia mas sabia que ajudar as pessoas era algo que me motivava. Contudo, as pressões familiares eram noutro sentido; as profissões ligadas ao ramo comportamental eram desvalorizadas, catalogadas como ‘trabalhos sem futuro’. Demasiado nova, cedi, e licenciei-me em Química Tecnológica.

Pouco tempo depois de ter terminado o curso surgiu a hipótese de me candidatar a uma posição numa empresa fora de Lisboa. Fui seleccionada e durante seis anos tive o que alguns consideravam o emprego ideal: recebia um salário de excepção para a época, tinha completa independência e geria uma equipa. Contudo, para mim foi deixando de ser assim: não me revia no ambiente e na cultura que se vivia na empresa. Rapidamente me tornei num elemento perturbador: a minha visão era diametralmente oposta à predominante no que se relacionava com o lado humano.

Os dias começaram a tornar-se insuportáveis, trabalhava em permanente esforço. Com o passar do tempo, fui-me tornando consciente de como a parte material se tornava num preço demasiado alto. E um certo dia, ao assistir a um comportamento pouco ético, não consegui resistir mais: nessa mesma noite escrevi a carta de demissão.

A sensação de alívio, de libertação, foi maravilhosa. Mas depois veio o medo: em que iria eu trabalhar? Fiz-me inúmeras perguntas: o que é que gostas de fazer? Onde é que te sentes verdadeiramente válida? Procurei alternativas, fiz um plano para mim, continuei a investir em formação na área da Higiene e Segurança no Trabalho, decidi apresentar-me como Consultora nestas áreas, procurar empresas para trabalhar enquanto parceira. Uma nova oportunidade surgiu: estive envolvida num projecto de grande dimensão que se prolongou por muitos anos e durante o qual o meu salário era ainda melhor que o da empresa anterior mantendo a minha liberdade intacta.

Esta liberdade de não estar fechada numa companhia permitiu-me continuar a aprender; compreendi assim as duas coisas de que mais gostava: estudar e ajudar as pessoas, provocando a sua mudança e assistindo ao seu crescimento profissional.

Este foi o passo que gerou a minha introspecção mais profunda. De forma crescente, as formações em áreas técnicas davam cada vez mais lugar a projectos na área comportamental. Ouvi pela primeira vez o termo Coaching e, de novo, sem hesitar, formei-me, obtive a certificação e fui contratada por uma das empresas de referência.

Compreendi que a paixão pela Psicologia vingara. Decidi então encarar o Coaching e o estudo do comportamento humano como actividades únicas, sabendo por fim o que desejava para mim, enquanto profissional e indivíduo. Tornava a partir do zero com a certeza de ter chegado à minha verdadeira vocação.

Tenho desenvolvido o meu trabalho com inúmeros profissionais dentro das empresas. Esta experiência permitiu que me apercebesse daqueles que, tal como eu no passado, trabalham em permanente esforço, sem vontade de permanecer onde estão, sabendo que querem algo diferente sem saber como lá chegar.

São estas as pessoas que quero ajudar. Eu estive na mesma situação. E, hoje, coloquei muitas vezes em prática o processo que já ajudou muitos profissionais a escolherem novos rumos, actividades alternativas e, acima de tudo, formas diferentes de estar e de trabalhar respeitando a sua idiossincrasia.

Se teve paciência para me ler até este momento talvez seja porque se encontra precisamente nesta fase da sua vida. Esse é o primeiro passo.

No entanto, o processo é diferente para cada pessoa e o ponto de chegada depende em absoluto de cada um. Eu estarei aqui apenas para o ajudar a ter uma visão mais ampla e objectiva usando as ferramentas certas.

Tem curiosidade em saber como? Contacte-me ou saiba mais aqui.

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